Problema Gastrointestinal? A Osteopatia pode ajudar

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A Osteopatia tem o método de tratamento que analisa o corpo de forma integrada e indivisível (unidade do corpo), sendo que todas as partes (sistemas) relacionam-se no aspecto anatômico ou por meio do sistema nervoso, tal comunicação é imprescindível para a manutenção da homeostasia. Assim, um osteopata, ao analisar alguns sistemas – como musculoesquelético, tônico postural, visceral e craniano – é capaz de reconhecer as possibilidades de repercussões sistêmicas que uma disfunção em qualquer um desses sistemas pode acarretar e, consequentemente, alguns aspectos que podem vir a desregular esses sistemas.

O nervo vago inerva a maior parte do trato digestivo, e partes não inervadas pelo vago são inervadas por nervos pélvicos a partir da região sacral. O vago pode ser afetado à medida que passa através do forame jugular ou na base do crânio, possivelmente afetando a função visceral, fazendo com que a avaliação do crânio e da coluna cervical possa ajudar pacientes com sintomatologias gastrointestinais (JOYCE; CLARK, 1996).

Em um estudo realizado com 350 recém-nascidos pré-maturos, em que 188 recém-nascidos receberam assistência neonatal de rotina, e 162 recém-nascidos receberam tratamento osteopático, revelou que o tratamento osteopático pode reduzir o alto índice de ocorrência dos sintomas gastrointestinais (GIAFRANCO et al., 2011).

A Osteopatia, por exemplo, pode beneficiar crianças que sofrem de cólica. Tal fato foi exposto no trabalho de Hayden et al. (2006), que obteve uma redução muito significativa no choro de bebês decorrente da cólica e um aumento no período de sono, que foi observado nos bebês que receberam o tratamento.

Em outro estudo, a Osteopatia beneficiou pacientes que apresentavam síndrome do intestino irritável, que podem apresentar sintomas como: dores abdominais ou cólicas, sensação de inchaço, prisão de ventre, gases, diarreia ou constipação, etc.

Esses estudos relataram uma redução nesses sintomas, melhorando o bem-estar geral dos pacientes (MÜLLER; FRANKE; FRYER, 2014).

Em suma, sabemos que o sistema gastrointestinal, quando em disfunção, é capaz de alterar outros sistemas (musculoesquelético, tônico postural, visceral e craniano) e, como uma via dupla, também é influenciado quando tais sistemas estão disfuncionais. No meio desse cenário de disfunção e sintomatologia, o osteopata é guiado por meio de testes referenciais para os tecidos que, de alguma forma, iniciaram o processo de disfunção e adaptações do corpo, diagnosticando e tratando-os.

Referências Bibliográficas

MÜLLER, A.; FRANKE, H.; FRYER, G. Effectiveness of Osteopathic Manipulative Therapy for Managing Symptoms of Irritable Bowel Syndrome: A Systematic Review. The Journal of the American Osteopathic Association. EUA, v. 114, n. 6, jun., 2014.

PIZZOLORUSSO, G. et al. Effect of osteopathic manipulative treatment on gastrointestinal function and length of stay of preterm infants: an exploratory study. Chiropractic & Manual Therapies. London, v. 19, n. 1, p. 15, 2011.

SHAN LI, G. F. et al. Changes in Enteric Neurons of Small Intestine in a Rat Model of Irritable Bowel Syndrome with Diarrhea. J Neurogastroenterol Motil, v. 22, n. 2, 2016.

SILVA, R. C. V. et al. Increase of lower esophageal sphincter pressure after osteopathic intervention on the diaphragm in patients with gastroesophageal reflux. Diseases of the Esophagus. Vancouver, n. 26, p. 451-456, 2013.

SNIDER, K. T. et al. Correlation of Somatic Dysfunction With Gastrointestinal Endoscopic Findings: An Observational Study. The Journal of the American Osteopathic Association. EUA, v. 116, n. 6, jun., 2016.



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