Osteopatia no tratamento de enxaquecas

Segundo osteopata D.O. Fábio Bastos, na maior parte dos casos, a dor é efeito, e não causa.

Quem nunca sofreu com uma forte dor de cabeça? De acordo com a Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe), pouca gente. O entidade estima que 95% da população apresentará, ao longo de sua vida, ao menos um episódio de dor cabeça. Embora muito comum, sentir dores de cabeça não é normal, sobretudo quando o problema chega a comprometer a qualidade de vida, como é o caso de quem sofre de enxaquecas. No Brasil, o problema atinge cerca de 20% das mulheres e 9,3% dos homens. Também não são raros casos de pessoas que buscam há anos o alívio da dor, tendo recorrido a diversos especialistas e tratamentos medicamentosos, mas sem sucesso. Isso acontece porque, muitas vezes, a dificuldade está em encontrar a causa do problema. É aí que entra a osteopatia, tratamento fundamentado na visão holística que entende a doença como uma consequência do desequilíbrio do corpo e tem como objetivo principal estimular a autocura do paciente.

Segundo o osteopata D.O. Fábio Bastos, na maior parte dos casos, a dor de cabeça é efeito e não causa. “Muitas vezes está relacionada a fatores ambientais, que envolvem tanto o ambiente físico, quanto o nutricional e o emocional”, esclarece. Membro do Registro Brasileiro dos Osteopatas, Fábio é doutor em patologia pela UEL, docente do IDOT e especialista em Terapia CranioSacral em pediatria pelo Upledger Institute.

“Um exemplo de causa relacionada ao ambiente físico é por trauma, como uma queda sentado, que pode vir a causar um desequilíbrio no sacro e cóccix, gerando uma tensão na coluna até chegar ao crânio, ocasionando a dor”, aponta. Entre as causas relacionadas a fatores nutricionais, a mais comum, segundo o especialista, é a intolerância alimentar tardia, que não se manifesta de forma imediata, mas provoca uma reação imunológica mediada pela imunoglobulina G que favorece aspectos inflamatórios que também podem ser fator causal da dor de cabeça. Por fim, ele comenta os fatores ambientais emocionais que também podem causar o problema: “Há dois tipos de enxaqueca – em aperto (que aperta a cabeça como um capacete) e pulsátil (latejante) – que estão relacionadas ao sistema nervoso autônomo, responsável por modular todas as funções internas do organismo. Dependendo do aspecto emocional, o paciente pode estar em uma fase de predomínio simpático (vivendo o estresse – dores de cabeça em aperto) ou parassimpático (resolvendo o estresse – dores de cabeça pulsátil)”.

Diagnóstico e tratamento

O osteopata é o único profissional que consegue sentir todas as estruturas do corpo, trabalhando apenas com as mãos. Por meio de uma avaliação específica (palpação – toque), ele irá identificar a causa do problema. O tratamento, segundo Dr. Fábio Bastos, é realizado por meio de técnicas manuais nos diversos tecidos. Quando a causa do problema estiver relacionada a fatores emocionais, é imprescindível, durante o tratamento, a compreensão do problema pelo paciente para que o mesmo tenha a oportunidade de mudança de seu estado atual.

“Normalmente, o osteopata é o último profissional a que o paciente recorre, depois de ter buscado a medicina convencional e tratamentos medicamentosos, que só tratam os sintomas”, afirma.

Prof. Dr. Fábio Bastos, Ft, D.O, Ph.D

Membro do Registro Brasileiro dos Osteopatas – MRO (Br)

Membro do International Association of Healthcare Practitioners – IAHP



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