O efeito da nutrição no tratamento osteopático

Escrito por: Prof° Ft. Matheus Astorga Martins
Docente do IDOT

O título acima deve no mínimo causar estranheza a quem o lê, pois não imagina-se um fisioterapeuta falando sobre este tema. Apesar de não imaginar tal situação, deveríamos. O fisioterapeuta trabalha com a integração do ser humano, para que assim possa identificar o que causa ao paciente o sintoma que o levou ao consultório. Causa é inclusive a palavra chave do osteopata, que procura sempre pela disfunção e não pela consequência desta.

Sendo assim, já tempos atrás estudiosos diziam sobre a importância da alimentação na saúde humana. Hipócrates disse: “Que seu remédio seja seu alimento, e que seu alimento seja seu remédio”. Isso já nos dá indício do que viria pela frente, por muito tempo simplesmente ignoramos os benefícios de uma boa dieta. Porém isto tem um preço.

Quantas vezes um paciente que foi até você para ser atendido, apresentou melhora, gradativa, sessão a sessão, porém sempre lhe falava que ainda tinha um resquício de dor? Ou pior ainda, o paciente simplesmente voltava com a mesma dor em todas as sessões, e você se via desesperado após ter usado todas as suas ferramentas ? Ainda há casos que nos deixam com a sensação de impotência, como os parâmetros maiores, uma artrose, uma síndrome do cólon irritável, ou qualquer outra que lhe venha a cabeça neste momento.

São nestes e muitos outros pontos que temos uma nova ferramenta para nos ajudar, nova, mas antiga. Cada vez mais os estudos provam que a comida é sim, remédio e veneno. Na prática osteopática, temos que primeiro entender que o corpo é um sistema dinâmico, a procura sempre do equilíbrio, e que este equilíbrio desperta infinitos sistemas hormonais, nervosos, imunes e aí por diante. Tudo isso acontece com um custo, com um combustível: o alimento. Isto quer dizer que se seu alimento é de má qualidade aos interesses do seu corpo, a sua energia estará comprometida. Imagine-se como uma máquina, se o combustível é de procedência ruim, ela funciona, mas terá seu sistema danificado em algum momento. O ser humano não foge desta regra. Se você acha que os alimentos não têm tanto poder, prepare-se para uma surpresa.

Em nossa diversidade alimentar temos alguns vilões, muito utilizados e que participam de um processo básico de defesa no nosso corpo, a inflamação. Tal evento, quando cronificado, passa a ser um um problema para o corpo, pois sabe-se que a inflamação desperta sistemas de dores, recruta uma infinidade de agentes imunitários e faz com que o corpo aumente o gasto energético para agir em sua defesa. Além disso, as principais pesquisas no campo oncológico ligam o câncer à inflamação, que causaria em caso de cronicidade mutações acidentais no DNA celular e por fim os tumores. Por outro lado temos alimentos que agem da forma contrária, com efeito anti-inflamatório, tornando este processo inflamatório mais eficiente. Outro programa biológico é a oxidação, esta acontece nos seres aeróbicos a todo momento, porém este acontecimento acentua-se durante períodos de estresse, produzindo os chamados radicais livres, que nada mais são além de lixo metabólico. Os dois processos estão sendo cada vez mais relacionados um ao outro no meio científico, e consequentemente ligados a doenças.

Começaremos enfatizando primeiramente a inflamação

É de conhecimento de todos os interessados na área que a muito tempo sabe-se que existem alimentos que possuem potencial inflamatório, porém em 2006 mais de 1500 alimentos foram classificados por uma nutricionista, Mônica Reinagel, em uma tabela que os organiza devido ao seu fator inflamatório. Tal tabela é seguida hoje em todo mundo como um guia da alimentação anti-inflamatória, e não é por acaso que os alimentos sobre os quais mais achados científicos são feitos estão entre os mais inflamatórios desta lista. Falaremos apenas sobre alguns deles aqui, os que dentro do que temos visto na prática, ao restringí-los alteram perceptivelmente o quadro clínico de nossos pacientes.

Refinados, leite e reações alérgicas tardias

Diversas pesquisas vêm mostrando o potencial maléfico do açúcar no organismo. Os alimentos refinados, entre eles o açúcar disparam o sistema inflamatório, agindo no metabolismo das prostaglandinas e aumentando a excreção de insulina no sangue, o que por consequência aumenta a Inter leucinas 6 e assim disparam tal sistema.

Além disso a ingestão de açúcar causa carência de algumas vitaminas e minerais como o boro, cálcio, magnésio, cromo, vitamina B6 e magnésio por exemplo. Com tais carências as consequências orgânicas são: Síndrome pré-menstrual, Osteoporose, instabilidade emocional e distúrbios de comportamento. Além disso o açúcar acidifica o sangue, condição esta que provê um ambiente favorável a vírus e doenças, como foi mostrado em estudos em pessoas com candidíase, reumatismos e problemas de flora intestinal.

Outros alimentos muito presentes no cotidiano e com repercussões ruins no organismo são os cereais processados e farinha branca.

Stephen Schoenthaler da Universidade da Califórnia provou em um de seus estudos, reduções na violência, comportamento anti-social e até suicídio de 3000 reclusos submetios  a restrição alimentar.

Já em dezembro de 2008, a Princeton University, publicou um trabalho sobre os efeitos do açúcar nos neurotransmissores, e nela apresenta o seguinte trecho:

“Normalmente, o corpo iria responder a um aumento da liberação de dopamina por outro neurotransmissor chamado GABA, o que neutraliza os seus efeitos. O açúcar, no entanto, inibe esta liberação, deixando o corpo com um aumento descontrolado em dopamina. O resultado é uma explosão de energia e sentimentos de euforia – coisas que se associam a uma forte droga.”

Sabendo destes efeitos, outros estudos provaram ainda que crianças que consomem açúcar, seja ele puro ou em alimentos com alta carga do mesmo, apresentaram quadros que foram diagnosticados como hiperatividade e DDA (distúrbio de déficit de atenção) e ao retirarem este alimento os sintomas que comprovavam tal diagnóstico desapareciam. Para finalizar esta abordagem neurológica, ainda exponho mais uma pesquisa, realizada pelo MIT (Massachussets Institute of Tecnology) que comprovou que jovens não consumiam pão branco, cereais processado e açucares, tinham diferenças de até 25 pontos de Q.I. para os que consumiam.

Outro alimento cercado por grandes mitos é o leite de origem animal. Temos a idéia de que os lácteos são extremamente importantes no desenvolvimento infantil, proteção à osteoporose além dos efeitos relativos à reposição de vitaminas e minerais. Se você o toma por estes motivos, pode parar hoje mesmo, se o toma por prazer, provavelmente mudará de idéia.

O leite passa por alguns processos até chegar à sua mesa, entre eles estão o UHT, a pasteurização e homogeneização. Estes processos que parecem ser bons na verdade escondem alguns problemas. Quando se diz que o leite é UHT(Ultra High Temperature), este leite foi em seu processo de industrialização elevado a temperaturas de cerca de 150ºc. Este processo é feito para eliminar  bactérias patogênicas do leite, mas também garante que o mesmo possa ficar em caixinhas para a venda por até 180 dias. Além disso se destrói bactérias patogênicas, também destrói as probióticas, além de eliminar cerca de mais de 50% dos níveis de vitaminas. O leite pasteurizado também sofre o processo de esterilização por aquecimento, porém a menores temperaturas, o que neste ponto considera-se ser uma vantagem, porém nos pontos que citaremos à frente, as afirmações valem para os dois tipos.

Com relação ao desenvolvimento infantil, com certeza o leite é essencial, por fatores imunológicos e nutritivos, porém o leite que proverá estes fatores é o leite materno.

Em Cambridge, Reino Unido, foi feito um estudo com 926 bebês que foram acompanhados por 5 anos. O resultado foi que com relação ao leite materno, o tempo de aleitamento e o nível de mineralização óssea era diretamente proporcionais e aos 5 anos, as crianças nutridas com  fórmulas infantis, apresentaram diferença de até 38% em relação aos que foram alimentados com leite materno, salientando que as fórmulas eram enriquecidas com mais cálcio.

Hormonalmente, o leite é extremamente nocivo, pois obviamente contém hormônios animais, diferente do leite materno, sendo assim ao ingerirmos tais hormônios despertaremos sistemas de defesa contra os mesmos, algo que explica em muito os altos índices de intolerância e alergia ao leite.

O leite de vaca tem 3 vezes mais proteína que o leite humano, o que é algo vantajoso somente até certo ponto, pois quando ingerido em grande quantidade altera pH sangüíneo acidificando-o e gerando sobrecarga ao rim e, ao contrário do que se imagina, aumentando a excreção urinária de cálcio. Para evitar a diminuição da absorção do cálcio é importante também a restrição de alimentos como cafeína, álcool, aditivos químicos e excesso de: sal, açúcar, proteína, gordura, fitatos e oxalatos.

Sobre as alergias, a maior parte das alergias alimentares são tardias e mediadas pela imunoglobulina IgG, sendo assim os sintomas pode ser desencadeados de apenas 2 horas a até 3 dias após o contato o causador desta alergia, isto dificulta o diagnóstico. O maior problema gerador destas alergias é a beta-lactoglobulina, pois o organismo humano não tem a capacidade de digestão desta, deflagrando sobre ela um processo imunitário quando a mesma entra no corpo humano. Além destas a caseína, alfa-lactoalbumina e lactoglobulina também são difíceis de ser digeridas, por muitas vezes pacientes relatam já terem feitos testes de tolerância à lactose e estes dão negativos, assim continuam consumindo lácteos e por fim acaba-se por descobrir que o diagnostico laboratorial acaba por dar uma idéia errada a este paciente, pois por varias vezes o problema não é a lactose e sim estes outros componentes do leite. Para se ter uma idéia, a proporção da caseína no leite humano é de 20% enquanto no leite da vaca é de 80%, a caseína. A concentração de caseína, baixa no leite humano forma coalho gástrico muito mais leve comparado com o leite de vaca.

A histamina quando liberada em pequena quantidade, como acontece nos casos de alergia tardia, não desencadeia sintomas alérgicos imediatos, inclusive quando ocorrem pequenas liberações desta, sua ação é de relaxante cerebral, dando sensação de conforto e relaxamento, assim toda vez que ingerimos este ou outro alimento alérgeno sente-se  primeiramente o prazer, característca que pode levar a um vício. Os sintomas tardios se devem à necessidade de maior formação de imunocomplexos e uma queda dos níves serotoninérgicos, isto gera sentimento de ansiedade, vontade de comer carboidrato, falta de saciedade, etc. O vício ao alimento sensibilizante pode ser causado também pela fermentação que a microbiota poderá fazer da caseína, da beta-lactoglobulina (e no caso dos refinados, também do glúten), esta produz substâncias que ocupam o lugar de aminas biológicas como serotonina, modificam o comportamento, podendo levar a sintomas como hiperatividade, excitação, e depois de um tempo variável, à ansiedade e até mesmo depressão, porém, mais uma vez levando ao vício pelo fato de num primeiro momento gerar prazer. Estas substâncias são chamadas de exorfinas, já que tem origem externa ao organismo.

Diversos estudos comprovaram a relação de alergia tardia, principalmente à leite de vaca com otite, dermatite, rinite, sinusite, bronquite asmática, amigdalite, obesidade, aumento da resistência à insulina, aumento na formação de muco, gastrite, enterocolite, esofagite, refluxo, obstipação intestinal, enurese, enxaqueca, fadigas inexplicáveis, artrite reumatóide, falta de concentração, hiperatividade (ADHD), dislexia, ansiedade e até mesmo depressão.

Já no âmbito visceral as proteínas alergênicas dos lácteos provocam uma inflamação na mucosa intestinal causando alteração na permeabilidade da mesma, facilitando a passagem de macromoléculas e metais tóxicos, além de favorecer a má absorção de nutrientes, gerando uma síndrome de má absorção. Como a mucosa intestinal é produtora de substâncias como serotonina, hormônios, enzimas digestivas, sua alteração prejudicará as funções executadas por essas substâncias que seriam produzidas e liberadas para a circulação para uma ação no organismo. Além disso, macromoléculas que conseguiram atravessar esta mucosa intestinal alterada podem provocar uma reação do organismo no sentido de combatê-las pois são assimiladas como antígenos, necessitando ser eliminadas. Para isso, além da ação dos fagócitos, pode existir formação de anticorpos e estímulo do sistema do complemento, havendo liberação de histaminas e de outros autacóides, agregação plaquetária, além da produção de outras substâncias pró-inflamatórias como leucotrienos, citocinas, etc. Todas estas reações em conjunto, podem desencadear sintomas em diversos órgãos alvo (órgão de choque), podendo se manifestar por alterações físicas, mentais e/ou emocionais.

Do ponto de vista tecidual, nos convém a retirada destes alimentos pura e simplesmente pelo potencial inflamatório e consequente aumento de dor de nosso paciente.

O açúcar ainda vem sendo relacionado com alguns outros problemas, como a morte e mutação celular por um mecanismo que mostra a facilidade do açúcar de ligar-se a uma molécula dos glóbulos vermelhos e quando já está na circulação, ao destinar-se a uma célula exerce um efeito que assemelha-se a uma caramelização das paredes celulares, com isso diminui ou cessa as trocas celulares, causando a morte de capilares que nutrem as células.

Este fato nos mostra já aqui os indícios de que este alimento pode facilitar a degeneração de uma área ou até proliferações desordenadas, como o câncer.

Nestes exemplos já podemos ver a interferência do alimento em vários sistemas : Estrutural (ossos), visceral (pâncreas, intestino), neurológico (distúrbios de comportamento) além do efeito sistêmico em si, estes são apenas alguns dos alimentos que causam estes e outros problemas ao organismo humano.

Seguindo a diante entramos nas interferências diretas, como cada sistema pode ser afetado ou potencializado. O sistema imune, assim como sistema digestivo, sistema hormonal e todos os outros sistemas os orgânicos são passíveis de grandes alterações mediante a alimentação. Mas para isso acontecer existir precisamos de um primeiro passo, a absorção. A absorção de tudo o que ingerimos acontecerá no sistema digestório, aqui chamo novamente a atenção para o quão importante é a integração osteopática. Se por algum motivo este sistema passa por problemas, agiremos mecanicamente para eliminar estas barreiras, pois se o órgão é disfuncional não há aproveitamento completo do que se ingere, consequentemente as restrições tendem a piorar levando-se em conta a nutrição tecidual. Com este pensamento nosso primeiro passo após a retirada de agentes nocivos é certificar-se de que o chamado segundo cérebro cumpre corretamente suas funções. Este segundo cérebro é o intestino. Além dele sabe-se que pâncreas, fígado e estômago sofrem em conjunto quando qualquer  um deles é afetado por algum evento alimentar. Isso se dá por fazerem parte de um mesmo sistema, sobre o qual as influências de Ph, bactérias, álcool, nitritos, nitratos e açúcar exercem grande influência, além disso o sistema pode ser facilmente desestabilizado, não só por restrições mecânicas mas também por suas funções concomitantes, como por exemplo a síntese de glicose e neoglicogênse, que depende de fígado e pâncreas. Neste momento iremos nos ater em especial ao intestino.

No intestino devemos nos concentrar basicamente em: Integridade de paredes, bactérias e inflamações. Isto porque estes 3 itens influirão na principal função deste órgão, a absorção. As paredes intestinais podem sofrer de várias formas, estas vão desde os problemas gerados pelo uso de antibióticos e corticóides a inflamações que geram os pólipos. O uso dos medicamentos citados matam bactérias, obviamente o medicamento elimina não só bactérias denominadas como “ruins” como também bactérias que participam dos processos de digestão, sistema imunológico e etc.. Estas bactérias “boas” chamadas de pró-bióticas devem ser repostas em nosso organismo se assim for necessário. Com relação às paredes intestinais, os medicamentos podem agredi-la, causando uma situação parecida com pequenas perfurações. Isto fornece condições de contaminação do organismo pelas bactérias da flora intestinal, e devemos corrigí-la com suplementos e alimentos que agem cicatrizando este tipo de mucosa. O sistema nervoso entérico ao qual pertence o intestino é diretamente afetado, e de certa forma controlado, pelo sistema nervoso autônomo, sendo assim teremos efeitos importantíssimos de técnicas manuais e do controle de stress e emoções sobre o mesmo.

Agora chegamos a um ponto interessantíssimo, você deve ter entendido como tudo o que foi citado acontece nos tecidos, mas deve se perguntar, e a informação, como um alimento pode influir em algo que não é tecido, não é matéria, é simplesmente uma percepção, uma idéia entranhada no grande labirinto que é o cérebro humano ?

Para falar sobre isto lembrarei que no começo deste texto falou-se sobre a oxidação, chegou a hora de entender um pouco sobre ela.

A oxidação ocorre a todo momento no corpo humano, por sermos seres aeróbicos e nossas células produzirem energia a partir de reações químicas que exigem tal elemento oxidaremos continuamente. Isto se torna um problema quando ocorre de forma excessiva pois este processo tem como produto os chamados radicais livres. E quando a oxidação ocorre excessivamente ? Durante o stress. Quando o stress é rápido, de baixa intensidade o corpo tem suas defesas enzimáticas e realiza uma limpeza no organismo, sem gerar danos ao mesmo.

Porém se o stress é prolongado, de intensidade maior, temos um problema. O corpo humano fará sua função de limpeza enquanto isto for possível, porém chega um momento que o sistema entra em uma espécie de exaustão e assim sucumbe ao dano do stress oxidativo.

Cientificamente este dado não é novo, a afirmação seguinte é produto de pesquisas de longa data, “O desequilíbrio entre moléculas oxidantes e antioxidantes que resulta na indução de danos celulares pelos ROS tem sido chamado de estresse oxidativo”  – Cerutti et al, 1991.

Já Garrow em 2000 publicou um trabalho associando a oxidação ao câncer, e para concretizar as conexões de tudo o que foi aqui descrito, Roessner et al. 2008 afirma:

“Estudos clínicos indicam que diversas doenças inflamatórias são, mediadas em partes, pelo desequilíbrio entre espécies oxidante e antioxidante.

“Sabe-se que o stress oxidativo no tecido inflamado pode iniciar a carcinogênese”

e outros estudos continuam sendo feitos e confirmando tais conclusões como o citado abaixo.

“As células inflamatórias ativadas induzem a formação de enzimas oxidantes e altas concentrações de ROS.” – Pelicano et al. 2004

Com tais dados fica claro que os eventos emocionais terão impacto profundo sobre o aparecimento de dores, processos degenerativos e obviamente o câncer.

Conhecendo estas informações, talvez você pense estar com graves problemas, pois nos dias atuais os alimentos aqui citados são frequentes em nossa dieta.

É neste momento que falamos dos alimentos. Assim como os alimentos anti-inflamatórios, existem muitos alimentos com propriedades anti-oxidantes e anti-carcinogênicos. Estes são de fácil acesso em nosso meio diário, assim como os que causam problemas.

Os alimentos farão assim uma grande diferença tanto na prevenção como no tratamento do câncer. Como já comentado teremos alimentos que podem piorar os processos inflamatórios e oxidativos e teremos alimentos que auxiliarão o organismo a reduzir os danos destes processos. Com relação a quadros de câncer, o terapeuta deve ter um grande conhecimento com relação às fases da doença, além disso se o paciente estiver em tratamento convencional (quimioterapia e/ou radioterapia) deve-se saber que existem alimentos anti-oxidantes que não devem ser utilizados neste momento por diminuírem ou até neutralizarem os efeitos destes remédios.

Algumas vezes nos perguntamos se o alimento tem a capacidade de curar. O alimento tem a função de nutrir e de proteger o sistema, ele assim como o terapeuta é um meio de ajuda ao organismo para a volta à homeostase. Muitas pesquisas ainda são feitas e apresentam resultados variados com relação ao poder de “cura” destes, mas por outro lado é inegável o poder da alimentação ruim.

O terapeuta deve ter o conhecimento sobre as possibilidades do universo nutricional e suas possibilidades, pois mesmo que não tenha domínio para realizar o tratamento poderá direcionar o paciente para quem o faça. Algo que é claro para nós e que a nutrição pode fazer com que o paciente chegue ao equilíbrio orgânico com mais facilidade e qualidade.

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