Influências das disfunções cranianas sobre as alterações comportamentais em crianças

Escrito por: Prof° Ft. Norma Morimoto Nosaki
Docente do IDOT

1

Fonte: revistaepoca.globo.com

Pensando no corpo como uma unidade, que todas as estruturas estão inter-relacionadas  e que disfunções em uma estrutura pode influenciar outras, como também em suas funções, neste artigo trago alguns pacientes meus que apresentavam sintomas de alterações comportamentais, como o medo, ansiedade, insegurança, pensamentos compulsivos entre outros.

Como se tratavam de crianças com idades na faixa de 5 à 14 anos, fiquei mais interessada em me  empenhar  em buscar uma forma de ajudar que estes pacientes pudessem ter a sua auto cura, pois tem um futuro longo e se estes sintomas se perdurassem ou piorassem estas crianças poderiam estar fadadas a ter uma vida dependendo de medicações, psicoterapias e influenciando muito em suas vidas.

Sei que estes comportamentos tem várias causas, traumas psicológicos, conflitos biológicos, alterações químicas e hormonais, mas por que não, disfunções Osteopáticas.

Baseado nos conceitos filosóficos da Osteopatia aprendemos com o Dr. Andrew Taylor Still, como: a estrutura governa a função, o corpo é uma unidade ,  a auto cura.

O nosso cérebro é envolvido pelos ossos cranianos que se articulam através das suturas em forma de biséis, com exceção da sutura sagital que é em forma de zig-zag. Shuterland  em 1900 institutiu que estas estruturas possuem pequenos movimentos entre si que é essencial a sua função, ainda ele é envolvido pela duramáter que possui a mobilidade das membranas intra-cranianas e intra-espinhais, o cérebro possui um movimento inerente que é sua motilidade e ele é envolvido pelo líquido cefalorraquidiano, com isto se estabelece o MRP, o nosso movimento respiratório primário.                                                                         

Dr. Paul D. MacLean, antigo chefe do Instituto Nacional do Laboratório de Saúde Mental, desenvolveu um sistema de um Cérebro trinitário em 1970. O modelo estabelece a hipótese da existência de três encéfalos diferenciados porem muito relacionados com os seres humanos, os quais refletem os estágios filogenéticos da evolução humana (Restak-1984, Sagan – 1977, Wonder – 1984). (1)

Nesta teoria o cérebro é dividido em 3 componentes ou camadas:

1) Complexo R
2) Sistema Límbico
3) Neocórtex

2
3

Fonte: www.overmundo.com.br

Segundo a visão do Dr. Paul, o cérebro passou por três grandes etapas de desenvolvimento de modo que nos mamíferos superiores existe uma hierarquia dos tres cérebros em um, é o cérebro trinitário (três em um).

- O cérebro reptiliano, que compreende o tronco cerebral, regula os elementos básicos de sobrevivência, como a homeostasia. É compulsivo e estereotipado. Mac Laren ilustra esta característica ao sugerir a organização dos processos envolvidos no retorno das tartarugas marinhas ao terreno fértil anos atrás.

- O cérebro paleomamífero, o sistema límbico compreendendo acrescenta a experiência atual e recente os instintos básicos mediados pelo cérebro reptiliano. O sistema límbico permite que os processos de sobrevivência básicos  do cérebro reptiliano interagir com os elementos do  mundo exterior, resultando na expressão de emoção geral. Por exemplo, o instinto reprodutivo interagem com a presença de um membro atraente do sexo oposto, o que leva a sentimentos de desejo sexual.

- O cérebro neomamífero, o neocórtex, regula as emoções específicas em função das percepções e interpretações do mundo imediato. Os sentimentos de amor por um indivíduo em particular seria um exemplo deste tipo de emoção. De acordo com MacLean, em seres humanos e outros mamíferos são avançados existem os três cérebros. Mamíferos inferiores têm apenas o cérebro paleomamífero e reptiliano. Todos os outros vertebrados têm apenas o cérebro reptiliano.

A evolução do cérebro paleomamífero (sistema límbico), portanto, era visto como algo que liberta animais estereotipados dos instintos ditados pelo cérebro reptiliano. O cérebro neomamifero tem maior flexibilidade no comportamento emocional para permitir que os mamíferos superiores basear a conduta emocional nos processos interpretativos complexos e usar a resolução de problemas e planejamento de longo prazo na expressão de emoções.  (2)

É interessante em observar que a natureza cobre cada estrutura cerebral com outro encéfalo mais evoluído, em vez de substituí-las.

4

Fonte: www.lookfordiagnostic.com

Alegria, medo, tristeza, raiva e prazer são alguns exemplos do fenômeno da emoção que vimos na natureza, costuma–se distinguir um componente central, subjetivo e um periférico, o comportamento emocional. O compenente perifério é a maneira de como a emoção se expressa e envolve padrões de atividade motora, somática e visceral, que são característicos de cada tipo de emoção e de cada espécie. Por exemplo, a raiva se manisfesta de forma diferente no cachorro e no galo garnizé. O homem quando está alegre se expressa com o riso, o cachorro abana a cauda. O choro é uma expressão da tristeza, característica do homem (4) (para um estudo comparativo sobre a expressão das emoções, veja o clássico e ainda atual livro de Charles Darwin “The expression of the emotions in man and animals, London, John Murray, 1872) (3). A distinção entre o componente interno, subjetivo, e o componente externo, expressivo da emoção, é, pois, importante para seu estudo. Ela fica mais clara se lembrarmos que um bom ator pode simular perfeitamente todos os padrões motores ligados à expressão de determinada emoção, sem que sinta emoção nenhuma.

5

Fonte: pt.slideshare.net

Por muitos anos acreditava-se que os fenômenos emocionais estariam na dependência de todo o cérebro, porem Hess, prêmio Nobel de medicina há cerca de 50 anos, demonstrou que esses fenômenos estão relacionados com áreas específicas do cérebro. Ele implantou eletrodos em diferentes áreas do hipotálamo do gato e observou as mais variadas manifestações de comportamento emocional, quando estas áreas eram estimuladas eletricamente em animais livres e acordados. Com isto, sabemos hoje que as áreas  relacionadas com processos emocionais ocupam territories bastante grandes do encéfalo, destacando-se entre elahipotálamo, a area pré-frontal e o sistema límbico.

O interessante é que a maioria dessas áreas está relacionada também com a motivação, em especial com os processos motivacionais primários, ou seja, aqueles estados de necessidade ou de desejo essenciais à sobrevivência da espécie ou do indivíduo, tais como fome, sede e sexo. Por outro lado, as áreas encefálicas ligadas ao comportamento emocional também controlam o sistema nervoso autônomo, o que é fácil de entender, tendo em vista a importância da participação desse sistema na expressão das emoções.

 Scherer (2005) sugere a existência de cinco componentes para um estado emocional, os quais são acionados por determinados sistemas corporais responsáveis por diferentes processos funcionais, estes são: a cognição, os sintomas físicos (componentes neurológicos) a motivacão, a expressão motora e a experiência subjetiva ou sentimento. O componente cognitivo da emoção é acionado pelo Sistema Nervoso Central (SNC) e sua função é a avaliação de objetos e eventos que se manifestam no mundo externo. O componente neurofisiológico, acionado pelo SNC, Sistema Neuro-Endócrino (SNE) e Sistema Nervoso Autônomo (SNA) tem como função a regulação do organismo. O componente motivacional, também acionado pelo SNC, tem como função a preparação e direção das ações desencadeadas. O componente da expressão motora corresponde às ações desencadeadas por meio do Sistema Nervoso Somático (SNS) e sua função é a manifestação da reação e sua intenção. O ultimo componente é a experiência subjetiva, ou o sentimento, acionado também pelo SNC, cuja função é o monitoramento do estado do organismo perante a interação com os eventos e objetos do mundo externo. Segundo esse esquema conceitual proposto por Scherer, o sentimento é um dos componentes (a experiência subjetiva) da emoção e as emoções resultam de um episódio de alterações sincronizadas e inter-relacionadas no estado de todos ou na maior parte de cinco subsistemas do organismo, em resposta a estímulos avaliados pelo indivíduo como tendo algum significado relevante. É esse significado que elicia a emoção, a qual será mais ou menos intense de acordo com o nível de relevância ao evento e este pode ser externo, exemplo: visão de um cachorro, que possui um significado do bem-estar da pessoa; pode ser interno, quando o comportamento da própria pessoa pode ser um evento eliciador da emoção (exemplo: culpa, orgulho ou vergonha) (4).

O Sistema Límbico

Localizado na superfície medial do cérebro dos mamíferos, este sistema é a unidade responsevel pelas emoçoes e comportamentos sociais. É uma regiáo constituída de neurônios, células que formam uma massa cinzenta denominada de lobo límbico.(5)

Teve origem a partir da emergência dos mamíferos mais antigos. Através do SNA, ele comanda certos comportamentoss necessários à sobrevivência de todos os mamíferos, interferindo de forma positiva ou negativamente no funcionamento visceral e na regulação  metabólica de todo o organismo.

Este sistema compreende todas as estruturas cerebrais que estejam relacionadas, principalmente com o comportamentos emocionais e sexuais, aprendizagem, memória, motivação, mas também com algumas respostas homeostáticas.

Em resumo a sua principal função sera a integração de informações sensitivo-sensoriais com o estado psíquico interno, onde é atribuído um conteúdo afetivo a esses estímulos, a informação é registrada e relacionada com as memórias pré-existentes, o que leva ã produção de uma resposta emocional adequada, consciente e/ou vegetativa. Estas podem divider-se em componentes corticais e subcorticais, estando associadas a esta região cerebral um conjunto de estruturas que, contribuem para a execução das funções deste sistema.(5)

6

Fonte: www.lookfordiagnostic.com

Os componentes corticais do Sistema Límbico são o Hipocampo e o Lobo Límbico de Broca. Os components subcorticais são compostos pelas amígdalas (núcleos amgidalinos), area septal, os corpos mamilares, os núcleos anteriores do tálamo, os núcleos habenulares e os núcleos Accumbens. Os componentes cerebrais associados ao Sistema Límbico são o Tronco Cerebral, o Hipotálamo, o Tálamo, a Área Pré-frontal e o Rinencéfalo (Sistema Olfativo).

Quanto às estruturas cerebrais na formação das emoções, são algumas das partes mais importantes do Sistema Limbico:

  • Amígdala: É o centro identificador de perigo, gerando medo e ansiedade e colocando o animal em situação de alerta, aprontando-se para fugir ou lutar.
  • Hipocampo: Envolvido com os fenômenos da memória de longa duração.
  • Tálamo: O núcleo dorso-medial conecta com as estruturas corticais da área pré-frontal e com o hipotálamo. Os núcleos anteriores ligam-se aos corpos mamilares no hipotálamo (e através destes, via fórnix, com o hipocampo) e ao giro cingulado.
  • Hipotálamo: É parte mais importante do sistema límbico (que atua principalmente no controle da temperatura corporal das aves e mamíferos). Essas funções internas são em conjunto denominadas funções vegetativas do encéfalo, e seu controle está relacionado com o comportamento. Ele mantém vias de comunicação com todos níveis do sistema límbico. O hipotálamo desempenha, ainda, um papel nas emoções. Especificamente, as partes laterais parecem envolvidas com o prazer e a raiva, enquanto que a porção mediana parece mais ligada à aversão, ao desprazer e a tendência ao riso (gargalhada) incontrolável. Quando os sintomas físicos da emoção aparecem, a ameaça que produzem, retorna, via hipotálamo, aos centros límbicos e, destes, aos núcleos pré-frontais, aumentando, por um mecanismo de feed-back negativo, a ansiedade, podendo até chegar a gerar um estado de pânico.
  • Giro cingulado: Situado na face medial do cérebro entre o sulco singulado e o corpo caloso, que é um feixe nervoso que liga os 2 hemisférios cerebrais. Sabe-se que a sua porção frontal coordena odores, e visões com memórias agradáveis de emoções anteriores. Esta região participa ainda, da reação emocional à dor e da regulação do comportamento agressivo. A simples secção de um feixe desse giro (cingulomia), interrompendo a comunicação neural do circuito de Papez, reduz o nível de depressão e de ansiedade pré-existentes.
  • Tronco cerebral: Região responsável pelas reações emocionais. Na verdade, apenas respostas reflexas de alguns vertebrados, como répteis e os anfíbios. As estruturas envolvidas são a formação reticular e o locus ceruleus, uma massa concentrada de neurônios secretores de norepinefrina. Essas primitivas estruturas continuam participando, não só dos mecanismos de alerta, vitais para a sobrevivência, mas também da manutenção do ciclo vigília-sono.
  • Área tegmental ventral: Localizados no tronco cerebral em grupo de neurônios. Uma parte dele secreta dopamina. Estes  neurônios quando estimulado a região dopaminérgica na via mesolímbica produzem sensações de prazer, algumas delas similares ao orgasmo. Alterações nestas estruturas podem levar a sintomas como, por exemplo, alcoolismo, cocainomania, compulsividade por alimentos doces e pelo jogo desenfreado.
  • Septo: Situado à frente do tálamo, por cima do hipotálamo. A estimulação de diferentes partes desse septo pode causar muitos efeitos comportamentais distintos. Anteriormente ao tálamo, situa-se a área septal, onde estão localizados os centros do orgasmo (quatro para mulher e um para o homem). Certamente por isto, esta região se relaciona com as sensações de prazer, mormente aquelas associadas às experiências sexuais.
  • Área pré-frontal: Não faz parte do Lobo límbico tradicional, mas suas intensas conexões com o tálamo, amígdala e outras sub-corticais, explicam o importante papel que desempenha na expressão dos estados afetivos. Está classicamente dividido em três áreas funcionais e anatômicas: a área dorsolateral, a área orbitofrontal e a área cingulada anterior.A área dorsolateral está relacionada com o raciocínio, permite a integração de percepções temporalmente descontinuas em componentes de ação dirigidos a um objectivo. A área orbitofrontal representa um interface entre os domínio afectivo/ emocional e a tomada de decisões centradas nos dominios pessoal e social. A área dorsolateral, funciona como um “secretário de direcção” da área dorsolateral, ao dirigir a atenção. Tem um papel igualmente importante na motivação do comportamento. As três áreas contribuem para o que se designa de “Funções Executivas”. Quando o córtex pré-frontal é lesado , o indivíduo perde o senso de suas responsabilidades sociais (lesões orbitofrontais), bem como a capacidade de concentração e de abstração (lesões dorsolaterais). Lesões sobre a região orbitofrontais, a pessoa perde a noção de suas responsabilidades sociais e na região dorsolaterais, levam a abstração e problemas de concentração. Em alguns casos, a pessoa que mantendo intactas a consciência e algumas funções cognitivas, como a linguagem, já não consegue resolver problemas, mesmo os mais elementares. Quando se praticava a lobotomia pré-frontal para tratamento de certos distúrbios psiquiátricos, os pacientes entravam em estado de “tamponamento afetivo”, não mais evidenciando quaisquer sinais de alegria, tristeza, esperança ou desesperança. Portanto infere-se que o essa área é essencial para possibilitar afetividade. (6)

7

Fonte: slideplay.it

 

O cérebro é revestido pelas meninges, que são divididos pela dura máter craniana, aracnóide e pia matter. A dura máter que é a meninge mais suprficial possui dois folhetos: externo e interno, sendo que o externo é aderida intimamente sobre os ossos cranianos, não existindo um espaço epdural como na medulla. Ela é ricamente inervada e possui as pregas  da dura máter que são derivadas da prega interna, em algumas áreas se separa do folheto externo e forma a foice do cérebro, tenda do cerebelo, foice do cerebelo e diafragma da sela, então alterações na tensão destas estruturas podem influenciar o cérebro.

Segundo Busquet (2010) o cérebro possui um sistema de “cinto de segurança de três pontos  de trava” que é realizado pela: foice do cérebro, foice e tenda do cerebelo. Estas estruturas conjuntivas são capazes de estabilizar o cérebro no sentido anteroposterior e transversalmente, mesmo assim este sistema sozinho não é capaz de proteger os choques do encefalo. Para isto, contamos com um sistema que age como um “air bag” do cérebro, o liquido cefaloraquidiano.

8

9

Fonte: Busquet, Leopold- Las cadenas Fisiológicas Tratamiento del Cráneo – 2012

Estas estruturas estão inter-relacionadas e também podem influenciar as glândulas endócrinas. A foice do cérebro se insere sobre a apófise da crista Galli. Durante a Flexão, leva a região anterior do etmoide para cima e para trás. A foice do cérebro não se insere sobre o esfenoide, enquanto se insere sobre o occiptal. O hipotálamo está alojado no terceiro ventrículo e a hipófise se concecta ao hipotálamo através do tronco pituitário. Durante a Flexão, o teto do terceiro ventrículo e o hipotálamo puxam a hipófise. (7)

Segundo John E.Upledger, D.O. pela sua experiência clínica em Défit de atenção (DDA) e hiperatividade, sugere que um problema estrutural pode ser um fator primário que contribui para o complexo sintomas, quando corrigido os sintomas podem desaparecer de forma rápida, em poucas horas ou minutos e se este problema estrutural é corrigido e se mantem, os efeitos podem ser permanentes.

Muitas vezes uma disfunção estrutural requer correções múltiplas.

Disfunções da OAA no parto podem levar a tensões sobre o forame jugular e pode levar a diminuição da drenagem venosa cerebral, pois a veia jugular emerge do forame jugular, como também os nervos cranianos glossofaríngeo, espinhal e o vago, que é o principal Parassímpatico e por tanto o maior antagonista do sistema Simpático, com isto a sua importância na hiperatividade.

Como também a resistência do fluxo venoso na saída do forame jugular, pode reduzir a circulação de fluídos fisiológicos dentro e ao redor do cérebro. Estes fluídos é o liquido cefalorraquidiano, o fluído intracelular, o fluído intersticial, a linfa e o sangue. Reduzindo a capacidade da limpeza dos dejetos secundariamente, haverá um acúmulo desses dejetos contribuindo para a irritabilidade do cérebro. Quando os movimentos dos fluídos é restaurado, os sintomas de DDA e hiperatividade desaparecem. (7).

Na osteopatia clássica, as disfunções cranianas podem levar a sintomas de alterações psicológicas ou emocionais.

Disfunções da sincondrose esfenobasilar podem levar a vários sintomas: (8)

10

Quando as disfunções são de origens cranianas, que podem também influenciar nas alterações comportamentais podemos realizar o tratamento:

1) Tratamento do frontal
2) Tratamento do esfenoides
3) Tratamento do temporal
4) Técnicas de descompressões da base craniana
5) Técnicas de descompressões do forame jugular
6) Descompressões da base occiptal
7) Descompressões occiptomastóidea
8) Descompressão da OAA
9) Bombeio occiptal
10) CV4
11) Tratamento da duramater craniana

Ainda podemos verificar se há outras disfunções associadas e complementar o tratamento com as técnicas:

1) Bombeio do sacro
2) Tratamento dos diafragmas; pélvico, torácico e torácico alto
3) Tratamento visceral

Abaixo alguns exemplos aplicados nos pacientes citados:

Descompressão frontoesfenoidal

11

 

Normalização frontoocciptal

12

 

Lifting do frontal

13

 

Descompressão da SEB

14

 

Normalização da epífise

15

 

16

 

Muitas crianças apresentam sintomas de alterações comportamentais como: medo excessivo, medo da morte dos pais, de ficarem sozinhas, ansiedades, hiperatividades, compulsões sexuais, irritabilidades, impaciências, insegurança, etc…

Sabemos que estes comportamentos,  podem ter várias causas, como alterações, metabólicas, psíquicas, biológicas, ambientais, familiares entre outras, mas nos casos que atendi estas crianças tinham disfunções cranianas, que foram tratadas com técnicas osteopáticas e visando a correção destas disfunções com o objetivo da auto-cura.

Alguns casos clínicos:

F.G.R.S: Masculino – 12 anos: Apatia, distraído, dificuldade de concentração

M.E.L: Feminino – 12 anos: Medo de morrer, de ser homossexual, perseguição, nojo e  pensamentos compulsivos com conotação sexual.

E.R.S: Feminino – 11 anos: Medo grande de ficar sozinha, chuva, ficar longe dos pais, agitada e nervosa .

D.A.O.E: Masculino – 11 anos: Hiperatividade

M.S.T: Masculino – 14 anos: Apatia e dificuldade de concetração

M.M.A: Masculino – 5 anos: Agressividade, Impulsividade e Irritabilidade

J.L.R.S: Feminino – 14 anos: Dificuldade de aprendizado, dispersa, desatenta, introvertida.

S.A.B: Masculino – 5 anos: Agitado

V.H.C.P: Masculino – 6 anos – Dificuldade cognitiva, concentraçãoo, retraído.

J.M.E.L.: Masculino – 6 anos – Medos de tudo.

Nos casos tratados, estes pequenos pacientes tiveram uma evolução excelente, hoje referem que estão bem seguras, já não apresentam medos excessivos, conseguem se desprender dos pais, não tem insegurança quando ficam longe deles e não tem medo que os mesmos morram.

O paciente que eram extremamente ansioso, inclusive com taquifenia (fala muito rápida) estão bem menos anciosas, com a fala mais espaçada, este caso tomava Ritalina com 6 anos de idade, logo após o tratamento apresentou melhora e a mãe retirou a medicação e ele melhorou bem mais os sintomas de quando tomava a medicação.

A paciente que apresentava sintomas de pensamento compulsivo sexuais com 12 anos, que pode ser um dos indícios de TOC (transtorno obsessivo compulsivo) está normalizada, refere que após o tratamento está bem mais calma e se pensamentos compulsivos, refere que a sua vida mudou muito.

Com estes relatos, sei que a nossa função como Osteopatas é somente corrigir as disfunções, não curamos os pacientes, somente proporcionamos a estes a condição do próprio organismo buscar a sua auto-cura.

 

Referências Bibliográficas:

 

1 – Busquet L. Las Cadenas Fisiológicas – Tratamiento del Cráneo – Tomo V, 2a edición – Editorial Paidotribo – 2010.

2 – Liem, Torsten – La Osteopatía Craneosacra – 4a edición – Editorial Paidotribo – 2010 – pg 594.

3 – Machado, Angelo – Neuroanatomia Funcional – 2a edição – pdf – pg 272

4 – MacLaren, Paul – http://es.wikipedia.org

5 – Scielo RAM, Rev. Adm. Mackenzie vol.15 no.2 São Paulo Mar./Apr. 2014

6 – Upledger, John E. – Terapia Craneosacra II – 2004 – Editorial Paidotribo – 1a edição – Barcelona – Espanha.

7 - www.psiquiatriageral.com.br/cerebro/emocoes.htm

8 - www.wikipedia.org

покупка ноутбуков новосибирскбесплатная программа для продвижения сайтаcheap accommodation in Miamimetatrader brokers



Deixe um Comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>