Efeitos do Tratamento Manipulativo Osteopático no Sistema Linfático e sua Repercussão em Sistemas Correlatos

Fábio do Nascimento Bastos – Ft, PhD, DO, MRO (Br)

 Contextualização

O sistema linfático está conectado aos diversos sistemas do corpo humano; dessa forma, pode sofrer influência frente aos mais variados desequilíbrios do organismo. Por isso, o desenvolvimento da habilidade em conhecê-lo e a oportunidade de influenciá-lo, tornam-se imprescindíveis para qualquer terapeuta manual.

A manipulação do sistema linfático tem o objetivo de proporcionar condições ótimas de autorregulação das funções internas do organismo. Há evidências que o sistema linfático esteja intimamente ligado ao sistema imunológico, metabólico, reprodutor, entre outros. Por esses e outros motivos, devemos compreender os princípios que levam a rede linfática a desempenhar um papel crucial na recuperação de doenças e na manutenção da saúde.

É sabido que é o sistema menos estudado dentre todos os outros, haja vista pelos livros de anatomia que dispendem capítulos reduzidos para abordar as principais funções e mecanismos fisiológicos. Isso é explicado pelo fato de ter sido o último sistema a ser descoberto.

 Histórico

O sistema linfático manteve-se desconhecido da comunidade médica até meados do século VII. Tal fato está relacionado à transparência da linfa e os métodos grosseiros de dissecação da época. Civilizações da Índia, China e Egito tinham um conhecimento superficial a respeito da circulação linfática, mas nada se comparado com o que conhecemos atualmente.

Na Grécia antiga foram descobertos alguns vasos linfáticos principalmente na região intestinal, o líquido transportado era transparente/esbranquiçado e tinha a aparência de leite, por isso foi chamado de “milk” (Asselli 1622) ou “sangue branco” (Hipócrates 460-377 a.C.). A palavra “linfa” provavelmente vem da palavra “limpa”, que significa claro. Alguns nomes marcaram os estudos que envolvem o sistema linfático, como Asselli, Pecquet, Bartholin, Joliffe, mas o que mais se destacou foi Olof Rudbeck (1630-1708), pois foi o primeiro a considerar a circulação linfática como um sistema integrado no corpo como um todo.

Posteriormente, Dr. Andrew Taylor Still (1828-1917) – fundador da osteopatia – fez afirmações a respeito da importância de se conhecer essa complexa rede linfática. “Um osteopata deve conhecer a forma e posição de cada osso do corpo e também onde se anexa cada ligamento e músculo. Ele deve conhecer toda forma de suprimento sanguíneo, nervoso e linfático […]”. “Nós superestimamos as funções que o sangue e os nervos têm no corpo, mas não temos nenhuma evidência de que estes são mais importantes do que os vasos linfáticos”.

Baseado nas afirmações de Still, fica evidente que pouco era entendido sobre esse sistema na época, mas, ao mesmo tempo, muito se valorizava para novas descobertas. Foi assim que Earl C. Miller (1887-1969), osteopata D.O, estudou e desenvolveu as chamadas “técnicas de bomba torácica”, que eram realizadas junto aos movimentos respiratórios, de forma a potencializar a circulação linfática, ressalta-se que essa técnica era similar à aplicada por Dr. Andrew Taylor Still.

Dentre tantos nomes importantes destacam-se ainda Alexander de Winiwarter (1848-1910), Frederic P. Millard (1878-1951), Emil Vodder (1896-1986) e atualmente o osteopata D.O Bruno Chikly, que fez sua tese baseada nos princípios que envolvem ritmo, direção, profundidade e qualidade do fluxo linfático.

 O sistema linfático

Nosso corpo é composto em média por 60% de água, por exemplo: em um indivíduo adulto que pesa 70 Kg há aproximadamente 40 L de água. Um bebê pode ter o equivalente a 72 a 85% de água, sendo que quanto mais velho e mais gordura menos percentual de água teremos em nosso corpo.

A água corporal é dividida entre o compartimento intracelular e extracelular. O compartimento intracelular é o maior, ocupa 40% do peso corporal, enquanto que o extracelular (20% do peso corporal) está dividido em subcompartimento plasmático e subcompartimento intersticial.

O sistema linfático é a segunda rota mais importante do coração, esse está paralelo ao sistema venoso. Existem várias diferenças entre a linfa e os capilares linfáticos quando comparado ao sangue e capilares sanguíneos de acordo com a tabela 1 a seguir.

Tabela 1. Diferenças entre a linfa e capilares linfáticos e o sangue e capilares sanguíneos.
Linfa e capilares linfáticos Sangue e capilares sanguíneos
Na embriologia, desenvolve-se junto com os tecidos adjacentes Na embriologia, é formado junto com o sistema circulatório
Sistema aberto Sistema fechado
Circulação superficial (70%) Circulação profunda – abaixo da fáscia (60%)
Líquido transparente Líquido vermelho – plaquetas
Ritmo lento (5-15 min) Ritmo rápido (60-80 min)
Baixo volume (1,5-3 L/dia). Pode aumentar para 10-30 L/dia dependendo da necessidade Alto volume (8400 L/dia)
Grandes aberturas Pequenas aberturas
Captura toxinas, proteínas, gorduras, etc. Usualmente não absorve toxinas e proteínas de alto peso molecular
Linfagioma (espaço entre duas válvulas) O coração que move a circulação sanguínea
400-700 nódulos filtram a linfa Não existem nódulos (órgãos linfoides)
85% das células linfáticas são linfócitos 20-40% das células sanguíneas são linfócitos
Pode-se ativar com um leve toque Usualmente é necessário um toque mais profundo para ativação

De maneira geral, a linfa é composta por água, lipídeos, proteínas, enzimas, ureia, minerais, hormônios, dióxido de carbono, linfócitos, macrófagos, toxinas, bactérias, etc. Podemos dizer que a linfa apresenta 96%, o sangue 90% e o líquido cefalorraquídeo 98,5% de água.

A linfa é produzida pelo excesso de líquido que sai dos capilares sanguíneos ao espaço intersticial ou intercelular, sendo recolhida pelos capilares linfáticos que drenam dos vasos linfáticos mais grossos até convergir em ductos que se esvaziam nas veias subclávias (Figura 1).

Os capilares linfáticos apresentam ligamentos de ancoragem que fazem com que as comportas se abram a partir do momento que a pressão no espaço intersticial torna-se maior que a pressão no capilar; dessa forma, o líquido intersticial entra no capilar linfático e é chamado de linfa.

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Figura 1. (A) Território de drenagem. (B) Momento de absorção do líquido intersticial e formação da linfa por meio dos capilares linfáticos.

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Figura 2. (A) Modelo esquemático do sistema circulatório e linfático. (B) Momento de absorção do líquido intersticial e formação da linfa por meio dos capilares linfáticos e filamentos de ancoragem.

 Fonte: Adaptado de ChoiI et al. (2012).

O sistema linfático é encontrado em todo o organismo, exceto onde não há circulação sanguínea; assim, não existem vasos linfáticos no tecido epitelial, tecido cartilaginoso e na córnea. Outras excessões onde não há vasos linfáticos e a drenagem é feita de forma indireta é na placenta, no labirinto do ouvido médio e quase todas as estruturas do sistema nervoso central com excessão da dura-máter, pia-mater e pituitária.

Didaticamente, os vasos linfáticos são divididos em canais pré-linfáticos, capilares linfáticos, pré-coletores, coletores, troncos/ductos e nódulos linfáticos. O ducto torácico é onde passa a maior quantidade de linfa do corpo humano junto com a cisterna do quilo, ele é responsável pela drenagem dos membros inferiores, abdomem e todo o quadrante esquerdo do tronco, membro superior esquerdo, face/cervical esquerda onde desemboca na veia subclávia esquerda no ângulo venoso. Já o ducto linfático direito é responsável pela drenagem do quadrante direito do tronco, membro superior direito e face/cervical direita, desembocando na veia subclávia direita no ângulo venoso.

Há aproximadamente 400 a 700 nódulos linfáticos no corpo humano, sendo que quase metade está localizada na região abdominal e aproximadamente 120 nódulos estão localizados na região cervical.

Vale ressaltar que nos últimos anos pesquisadores descobriram o sistema glinfático, após inserirem um corante no líquido cefalorraquídeo de adultos, observaram que estes eram encontrados mais tarde nos nódulos linfáticos cervicais.

Influência do sistema linfático em sistemas correlatos

O sistema imunológico

É o sistema que protege o corpo de substâncias estranhas (antígenos). Os órgãos linfoides são responsáveis principalmente pela resposta imunológica, produzem ou armazenam um grande número de linfócitos e estão separados em órgãos linfoides primários e secundários. O primário é equivalente à medula óssea e ao timo. A medula óssea ajuda na maturação (diferenciação) dos linfócitos B (bone marrow em inglês), enquanto que o timo é responsável pela diferenciação dos linfócitos T (thymus em inglês).

Os órgãos linfoides secundários contêm muitos linfócitos provenientes da medula óssea e timo. Eles incluem os nódulos linfáticos (linfonodos), baço, MALT (mucosa-associated lymphoid tissue em inglês, que quer dizer tecido linfoide associado às mucosas).O MALT, devido à proximidade com moléculas estranhas ao organismo, exerce um papel relevante no reconhecimento precoce dessas moléculas. Ao MALT pertencem importantes estruturas como as amígdalas, a adenoide, o apêndice vermiforme e as placas de Peyer.

Sabendo que os órgãos linfoides estão intimamente relacionados ao sistema imunológico parece não ser adequado realizar procedimentos cirúrgicos para retirada da adenoide, amígdalas, baço, apêndice vermiforme, linfonodos, etc.; a não ser que o indivíduo realmente necessite do procedimento.

Há evidências que mostram a execução de técnicas linfáticas e o aumento aproximado de 30% na produção de linfócitos tanto no ducto torácico quanto intestinos. Além disso, técnicas manuais linfáticas promovem alterações em células de defesas tais quais: neutrófilos, monócitos, células CD4+, CD8+, IgA e IgG.

 Sistema reprodutor

            O aparelho reprodutor, assim como os outros sistemas, está intimamente relacionado ao sistema linfático. Kramp (2012), em uma série de estudos de caso, relatou sobre 10 mulheres com diagnóstico de infertilidade que receberam técnicas fasciais, energia muscular, viscerais e linfáticas. Foram aplicadas seis sessões de tratamento, os resultados mostraram que das 10 mulheres tratadas seis delas puderam engravidar nos primeiros três meses após o tratamento e levaram a gestação até o final. Realmente não se pode afirmar a relação direta das técnicas linfáticas para esse desfecho, já que outras técnicas foram associadas, mas também não se pode negligenciar esse sistema que muito implica as congestões que ocorrem na região pélvica.

 Sistema nervoso central

            Recentemente estudos mostram a influência do sistema linfático junto ao sistema nervoso central. Hitscherich et al. (2016) apontam em uma pesquisa algumas técnicas osteopáticas que podem influenciar diretamente o sistema linfático, dentre elas destacam-se: liberação da entrada torácica, V-spread, energia muscular, CV-4, dentre outras.

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 Figura 3. Diagrama esquemático mostrando a localização do sistema linfático e do sistema glinfático no cérebro.

Fonte: Adaptado de Hitscherich et al. (2016).

 Funções do sistema linfático

  • Absorção do excesso de líquido, macromoléculas, eletrólitos, toxinas dos espaços intersticiais.
  • Filtragem da linfa.
  • Regula o volume e a pressão dos líquidos nos tecidos.
  • Capta ácidos graxos provenientes da digestão.
  • Imunológica – capta e destrói os agentes agressores.
  • Produção e maturação de linfócitos B e T.

Fatores que afetam a circulação da linfa

  • Bomba intrínseca dos linfagiomas (musculatura lisa).
  • Respiração diafragmática.
  • Contração do músculo esquelético.
  • Movimentos peristálticos das vísceras.
  • Pulsação das artérias.
  • Movimentos ativos e passivos.
  • Compressões externas.
  • Indiretamente – filamentos de ancoragem e válvulas.

Ritmo do sistema linfático

Dentre os vários ritmos que possuímos no corpo humano, tais quais: ritmo respiratório, cardíaco, visceral, crânio-sacral, etc.; o sistema linfático destaca-se por uma particularidade, seu ritmo varia de 5 a 15 ciclos por minuto, sendo que a média da fase ativa é de quatro segundos e para a fase passiva o mesmo tempo. O movimento do fluido linfático tem a característica de uma “onda” e para influenciá-lo não é preciso muita pressão, apenas temos que adquirir a habilidade de sentir o fluxo da linfa e, por conseguinte, influenciar por meio de um estiramento da pele de forma bastante sutil.

Indicações para manipulação do sistema linfático

  • Linfedemas e Lipedemas.
  • Fleboedemas.
  • Edemas pós-operatórios e pós-traumáticos.
  • Edemas cíclicos idiopáticos, pré-menstruais, intragestacionais e outros.
  • Tratamentos de revitalização facial.
  • Sempre que desejar aumento do retorno do linfático.
  • Tratamento ou prevenção de diversos desequilíbrios que envolvem as áreas de angiologia, oncologia, ortopedia e traumatologia, odontologia, dermatologia, gastroenterologia, reumatologia, gerontologia, neurologia, oftalmologia, otorrinolaringologia, pediatria, urologia, ginecologia e obstetrícia, esporte, estética, veterinária, dentre outras.

Contraindicações para manipulação do sistema linfático

  • Infecções agudas.
  • Febre.
  • Hemorragias.
  • Anuria aguda.
  • Insuficiência cardíaca descompensada.
  • Flebites.
  • Tromboses.
  • Tromboflebites.
  • Síndrome do seio carotídeo.
  • Certos tipos de afecções da pele.
  • “Câncer” (precauções devem ser tomadas).
  • Bronquite asmática.
  • “Hipertireoidismo” (precauções devem ser tomadas).

Benefícios da manipulação do sistema lifático

Há evidências de que a manipulação do sistema linfático aumenta em até 30% a concentração de linfócitos circulantes. Além disso, ressalta-se a seguir alguns dos benefícios diretos da manipulação do sistema linfático.

  • Ativação da circulação linfática: estimulação indireta dos capilares sanguíneos, veias, líquidos intersticiais, cerebroespinhal, sinovial e outros fluídos corporais.
  • Redirecionamento do fluxo linfático quando a direção não é a fisiológica.
  • Aumento da velocidade de reabsorção de líquidos.
  • Diminuição de edemas, linfedema primário e secundário, mucosa, músculos, vísceras, articulações, suturas cranianas, cavidade ocular, cóclea, etc.
  • Drenagem principalmente de toxinas, macromoléculas e ácidos graxos.
  • Melhor oxigenação dos tecidos.
  • Melhora a defesa e ação anti-inflamatória.
  • Efeito analgésico – estimulação de mecanoceptores do tipo C.
  • Redução de espasmos musculares.
  • Aumento do potencial reparador.
  • Dinamização de todos os processos catalisadores de uma boa cicatrização.
  • Regulação do sistema nervoso autônomo, sobretudo o sistema parassimpático.

Forma de tratamento – manipulação do sistema linfático

A técnica consiste na realização em três etapas:

  1. Pressão suficiente para sentir o fluxo linfático (aproximadamente cinco gramas).
  2. Leve estiramento da pele em direção ao gânglio linfático correspondente (fase ativa, aproximadamente quatro segundos).
  3. Retirada da pressão (zero grama), retorno da pele e término da onda (fase passiva, aproximadamente quatro segundos).

Devemos palpar a epiderme e sentir a camada subepidérmica. Posteriormente, sentir a linfa e o movimento do fluido linfático (sensação de estar com a mão sobre uma camada de azeite).

No enchimento do linfagioma é possível perceber o movimento de onda. Inicialmente nossa ação é baseada em uma pressão “zero” grama, entrar na “onda” e segui-la com um estiramento da pele e uma pressão aproximada de cinco gramas, isso fará com que haja o estímulo de receptores e a contração de fibras musculares. Esse movimento de “onda” tem a duração em média de três a quatro segundos (fase ativa), pois o ritmo linfático tem duração de 5 a 15 ciclos por minuto.

Ao final do estiramento, a pressão da mão deve voltar a zero grama (fase passiva), a pele volta sozinha, nessa fase a duração também é em média de três a quatro segundos. Por fim, é esperada uma nova onda e esse processo pode ser repetido de cinco a sete vezes.

Fenômenos para avaliar:

  • Profundidade: superficial, profundo, visceral.
  • Direção: para onde vai a linfa? Estimular a corrente fisiológica.
  • Ritmo: fase ativa ou fase passiva.
  • Qualidade: amplitude e força da onda linfática.
  • Densidade: fluido ou espesso.

 Considerações finais

            O sistema linfático pode ser definido como o terceiro sistema vascular. É unidirecional e é formado por vasos e órgãos linfáticos. Sua principal função é manter a homeostase do meio interno, desentoxicação, imunológico, equilíbrio do sistema nervoso autônomo, regeneração, entre outros. Atualmente, muitos pesquisadores têm se atentado para os mecanismos que envolvem o sistema linfático e a repercussão nos sistemas correlatos, tais quais: imunológico, metabólico, circulatório e reprodutor. Portanto, torna-se cada vez mais relevante descobrir os mistérios que envolvem essa imensa rede linfática presente em nosso corpo. Como dizia Dr. Andrew Taylor Still, é melhor o paciente não gastar seu dinheiro com um terapeuta que desconhece o sistema linfático, a não ser que o profissional tenha um conhecimento prévio em lidar com os vasos linfáticos.

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