Aumento da pressão do esfíncter esofágico inferior após intervenção osteopática no diafragma em pacientes com refluxo gastroesofágico

Diseases of the Esophagus , 2013, vol. 26, 451-456

Da Silva, R. C. V., De Sá, C.C., Pascual-Vaca, Á. O., De Souza Fontes, L. H., Herbella Fernandes F. A. M., Dib R. A., C. R. Blanco, C. R., Queiroz, R. A., Navarro-Rodriguez, T.

 Escrito por: Prof. André Sinicio Alves Ferreira,

Docente do Instituto Docusse de Osteopatia e Terapia Manual

Resenha descritiva

Sendo o refluxo gastroesofágico uma das desordens mais comuns do trato gastrointestinal, os autores do estudo citado acima, buscam avaliar alterações da pressão do esfíncter esofágico inferior, através de manometria, antes e após uma abordagem osteopática sobre o músculo diafragma. Trinta e oito indivíduos com refluxo gastroesofágico foram avaliados, sendo que 22 desses receberam a intervenção (técnica de stretching para o diafragma), enquanto que 16 participaram do grupo controle. Os resultados foram comparados pré e pós intervenção entre os dois grupos.

Os autores descrevem o refluxo gastroesofágico, juntamente com seus sintomas, como uma desordem que apesar de não ser grave, causa impactos negativos na qualidade de vida dos indivíduos com tal desordem.  Ainda trazem a relação anatômica através do ligamento frenoesofágico, e relação funcional do esfíncter esofágico inferior com o diafragma crural (porção do diafragma que forma o hiato esofágico), na qual ambos se relaxam no momento da deglutição.

Embasando a escolha da técnica para a intervenção, os autores trazem que pacientes com refluxo gastroesofágico apresentam diminuição da função do diafragma respiratório ao teste de pressão inspiratória da junção gastroesofágica. Além disso, sendo o principal músculo da respiração um músculo estriado, este responde com treinamento como qualquer outro músculo. Sendo assim, sua função pode ser melhorada de acordo com os estímulos adequados. Os resultados do estudo podem se somar aos bons resultados que a manipulação osteopática visceral apresentou em outros estudos, para então formar um tratamento conservador para este público. Para avaliação da função do diafragma, foi realizado a manometria do esfíncter gastroesofágico inferior.

A técnica de stretching do diafragma foi realizada em 22 pacientes com refluxo gastroesofágico da seguinte forma: em decúbito dorsal com joelhos fletidos e pés apoiados na maca. Então, o paciente realizava oito inspirações profundas, sendo que nas quatro primeiras, o terapeuta com o contado no bordo inferior das últimas costelas, exacerbava os movimentos de inspiração e expiração. Nas outras quatro respirações profundas, o terapeuta impedia o abaixamento das costelas (com o mesmo contato) durante a expiração. O grupo placebo, formado por 16 indivíduos, recebeu a “técnica sham”, a qual consistia no mesmo posicionamento do grupo intervenção com o terapeuta apenas com o contato físico de umas das mãos no esterno e outra próxima a região da junção gastroesofágica. Os dois grupos receberam estímulos por comandos de voz.

Os dados foram coletados antes e logo após as técnicas realizadas (Stretching e sham) e os dados escolhidos para análise do estudo através do teste de manometria foram pressão respiratória média (ARP) e pressão expiratória máxima (MEP). Dessas variáveis foram selecionados o valor mais alto e o valor médio de todos os pontos.

Comparando as diferenças das variáveis citadas acima pré e pós intervenção, apenas em uma das comparações, diferença entre valor máximo de pressão expiratória máxima, não mostra uma melhora significativa entre o grupo intervenção e grupo controle.  As outras três comparações, valor médio e valor máximo da pressão respiratória média (ARP) e valor médio da pressão expiratória média (MEP), trazem resultados significativos quando comparado os dois grupos.

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Desta forma, a técnica de stretching do diafragma, que é amplamente usada na prática clínica osteopática, se mostrou eficiente para melhora da função deste músculo do esfíncter esofágico inferior. Tais melhoras, apesar de não ter sido avaliado a sintomatologia dos pacientes, parecem ser benéficas para indivíduos com refluxo gastroesofágico.

Os autores ainda trazem que não foi realizado um tratamento osteopático do diafragma ou da junção gastroesofágica, porém os resultados demonstrados por apenas uma técnica sobre este músculo é de extrema relevância clínica. Apesar de não ter sido avaliado se estas mudanças são duráveis ou não, o estudo se mostra importante para o tratamento osteopático do refluxo gastroesofágico e, consequentemente, traz benefícios por sustentar um tratamento não cirúrgico.

Leia o artigo na integra:

 http://1.usa.gov/QUtjDJ

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