A randomized controlled trial investigating the effects of craniosacral therapy on pain and heart rate variability in fibromyalgia patients

Adelaida Mar ́ıa Castro-Sa ́nchez Department of Nursing and Physical Therapy, University of Almer ́ıa,
Guillermo A Matara ́n-Pen ̃arrocha Health District Ma ́laga Norte, Malaga, Nuria Sa ́nchez-Labraca Department of Nursing and Physical Therapy, University of Almer ́ıa, Jose ́ Manuel Quesada-Rubio Department of Statistics, University of Granada, Jose ́ Granero-Molina Department of Nursing and Physical Therapy, University of Almer ́ıa and Carmen Moreno-Lorenzo Department of Physical Therapy, University of Granada, Spain

Resenha crítica – Prof. Guilherme Luchesi, C.E.I.

 Ensaio controlado e randomizado que investiga os efeitos da terapia craniossacral sobre a dor e a variabilidade da frequência cardíaca em pacientes com fibromialgia

Os cientistas associam a fibromialgia à modificações no sistema nervoso central, que resultam em amplificações de impulsos nociceptivos, causando percepções dolorosas nos acometidos. Além disso, a substância p (relacionada a ansiedade) e serotonina presentes no cérebro e nas raízes nervosas produzem anormalidades gerando distúrbios do sono e alterações na função intestinal nesses indivíduos. Disfunções no sistema nervoso autônomo também são frequentes em pacientes com fibromialgia, desempenhando papel central na doença. Desta forma, a fibromialgia pode ser considerada como uma síndrome da dor mantida pelo sistema nervoso simpático.

Terapêuticas manuais têm sido utilizadas para promover benefícios na intensidade dolorosa e na atividade do sistema nervoso autônomo. No entanto, segundo os autores não foram encontrados estudos que avaliassem a abordagem sobre o sistema craniossacral em quadros álgicos e na atividade do sistema nervoso autônomo. Assim, o objetivo dos cientistas foi avaliar os efeitos da terapia craniossacral nos pontos sensíveis e na modulação autonômica avaliada por meio da variabilidade da frequência cardíaca (VFC), hipotetizando que essa abordagem diminuiria os sintomas da doença.

A amostra foi composta de 92 pacientes (mulheres) e dividida aleatoriamente em grupo intervenção utilizando a terapia craniossacral (n:46) e em grupo placebo com tratamento simulado de magnetoterapia (n:46). Antes da aplicação do protocolo, foi avaliado a intensidade da dor nos pontos sensíveis, utilizando um algômetro de pressão seguindo as recomendações do Colégio Americano de Reumatologia e a VFC com utilização de um dispositivo Holter avaliando a atividade autonômica. Duas vezes por semana durante vinte semanas, o grupo intervenção recebeu 1 hora de terapia craniossacral e o grupo placebo recebeu uma intervenção de magnetoterapia simulada nas regiões cervical, dorsal e lombar (10 minutos por região). Após a ultima abordagem foram reavaliadas as variáveis e posteriormente, dois meses após e 1 ano após novamente mensuradas as variáveis.

Imediatamente após o protocolo e após dois meses o grupo intervenção mostrou uma redução significativa em 13 dos 18 pontos dolorosos avaliados, enquanto que o grupo placebo não apresentou redução. Em relação a VFC, não houve diferenças significativas entre os grupos, no entanto no desvio padrão R-R, o grupo intervenção mostrou uma tendência a melhora da VFC se comparado ao placebo. Ambos os resultados não se mantiveram após 1 ano de intervenção.

Os achados dos cientistas indicam que a terapia craniossacral melhora a sintomatologia de dor de médio prazo em pacientes com fibromialgia. A melhora observada aos dois meses se dissipou ao longo do seguimento de um ano, ressaltando a necessidade de manter este tratamento com terapia manual para se manter eficaz. Contudo, não puderam ainda, relatar seus efeitos sobre o sistema nervoso autônomo, uma vez que não foram detectadas alterações significativas na VFC. De acordo com esses resultados, a terapia craniossacral pode ser considerada uma abordagem terapêutica complementar à fibromialgia que diminui a percepção do paciente sobre dor.



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