A integração da osteopatia com os conceitos da nova medicina germânica – Casos clínicos

Escrito por: Prof° Ft. Danilo Augusto Ninello

 

Três grandes dicotomias estão presentes em nossa sociedade e fazem parte do condicionamento do paciente:

1) Dicotomia corpo e mente – Por volta do século XVII, o matemático e filósofo francês René Descartes, propôs a filosofia do dualismo que dividia o mundo em uma esfera material, dominada pela ciência, e outra subjetiva, dominada pela religião. Nessa visão, os objetos são independentes e separados da mente.

É comum pacientes pensarem que sintomas físicos em nada se relacionam com o que sentimos ou pensamos. Também é comum que sentimentos e comportamentos sejam abordados em ambientes místicos, religiosos ou com terapeutas que trabalham a mente de forma separada.

2) Dicotomia saúde e doença – A Medicina atual estabelece um padrão de normalidade e anormalidade para as manifestações físicas. Quando essa manifestação extrapola (tanto para mais quanto para menos) um limite considerado normal, classificamos o indivíduo como doente. Essa classificação muitas vezes leva o paciente a um estado estático de doença, pois grande parte das causas das doenças é idiopática ou genética para a Medicina atual.

Se uma pessoa está doente e carrega a informação que sua doença é hereditária ou de origem desconhecida, essa pessoa sente que sua doença advém do nascimento e, além disso, nada pode fazer a não ser administrá-la da melhor forma possível.

Na prática, pacientes que têm diagnósticos como artrose, hérnia de disco acreditam que sua dor ocorre por essas doenças. Se colocam muitas vezes em um estado de vitimização, perdem movimento e muitas vezes visualizam a cura somente com cirurgias, por exemplo.

3) Dicotomia sujeito e objeto – É comum na Medicina o paciente transferir toda responsabilidade para o médico e tornar um mero espectador. Ao transferir essa responsabilidade nos tornamos o objeto e não uma parte integrante do processo de cura. Ao se tornar objeto o paciente admite que a única forma da cura acontecer é que algo externo estabeleça a cura. Ele passa a acreditar em uma cura após uma intervenção cirúrgica, um medicamento, um procedimento moderno e dispendioso e costuma depositar suas esperanças nessas abordagens.

Esses pensamentos advêm de uma ciência determinista materialista que foca toda atenção de saúde ao corpo físico e ignora aspectos ligados ao sentimento e ao que pensamos. Também ignora o aspecto autocurativo do corpo, as crenças e a relação do ser vivo com o seu ambiente.

Essas três dicotomias estão presentes e enraizadas na crença popular. Dessas ideias surge uma Medicina intervencionista e de cunho material. É comum procurarmos tratamento em especialistas que analisam apenas áreas corporais e não o paciente como um todo, em sua integralidade. Uma visão dual também separa o que sentimos de qualquer manifestação física. É comum também vermos profissionais que procuram somente alterações físicas e outros que procuram apenas alterações psicológicas. Essa integração na grande maioria dos casos não acontece. Consultas rápidas, que abordam a doença e não a causa, tratamentos químicos que visam eliminar os sintomas são práticas comuns da Medicina atual.

O surgimento de uma nova visão: a Osteopatia

Após perder três filhos com meningite e vivenciar diversas frustrações frente a prática médica da época, o Médico americano Andrew Taylor Still dá início ao surgimento de uma nova visão.

Até meu coração ter sido despedaçado e dilacerado pela dor e aflição, não percebi totalmente a ineficácia dos remédios. Alguns podem dizer que eu deveria sofrer para que surgisse algo bom, mas sinto que a minha dor veio da ignorância flagrante da profissão médica. (Still, 1902).

Andrew Taylor Still, após vinte e cinco anos de buscas nos traz:

Comecei a me questionar se doenças eram a causa ou o efeito. Conclui, diferentemente da maioria da época que era apenas um efeito. Conclui que doenças como febre, difteria, disenteria, tifo, febre tifóide, reumatismo, ciática, cólica, doença no fígado na verdade não existem como doenças. Todas essas manifestações são apenas efeitos. (Still, 1902).

E se aprofunda na busca pela causa:

A causa é uma completa ou parcial falha de tecidos que conduzem os fluidos da vida. A causa está no desequilíbrio dos nervos, dos fluidos corporais, da não chegada de sangue, líquor ou fluido linfático. (Still, 1902).

A Osteopatia surge então como uma alternativa, uma forma diferente de enxergarmos a saúde e a doença. Não é melhor nem pior que a Medicina atual, apenas diferente. Considera sim que a Medicina clássica tem um papel fundamental nas emergências. E nesses casos, é necessário o caráter intervencionista para gerar saúde e inclusive muitas vezes salvar a vida de pacientes.

Em outros casos, a visão intervencionista dá espaço a uma diferente filosofia. Essa filosofia surge dos princípios filosóficos postulados por Still:

- O corpo humano é uma unidade integrada. As partes do corpo possuem interdependência que formam o todo;

- Estrutura e função são recíprocas e mutuamente interdependentes;

- Através de mecanismos e sistemas complexos o corpo humano é autorrregulador e autocurador frente a desafios e doenças;

- O melhor funcionamento dos sistemas do corpo depende do livre fluxo de sangue e impulsos nervosos (Chaitow, 2004).

A Osteopatia, na sua essência, não foca sua ação na doença. Não estabelece que a doença deve ser combatida. Entende que a doença é um produto final de uma série de desequilíbrios. Entende que o que faz o indivíduo sair da sua homeostase é a desregulação entre a sua relação com o meio ambiente, seja ele interno ou externo.

Nessa visão, é fundamental identificar no corpo os elementos que o desequilibram. A esses elementos damos o nome de parâmetros menores que são formados por:

- incapacidades funcionais ou disfunções;

- posições viciosas estáticas;

- alterações de densidade.

As incapacidades funcionais são alterações de funcionamento de qualquer tecido corporal. São divididas em:

- Hipermobilidade e hipomobilidade – disfunções articulares;

- Encurtamento e tensionamento – disfunções do tecido conjuntivo;

- Compressão, sensibilização e perda de complacência – disfunções neurais;

- Espasmos, hipertonias e hipotonias – disfunções musculares;

- Perda de mobilidade e motilidade – disfunções viscerais.

Quando presentes, as incapacidades funcionais prejudicam a estrutura devido a existência de uma interdependência entre estrutura e função. Se uma estrutura não funciona bem, outra estrutura será solicitada. Se essa solicitação ultrapassa a resiliência do indivíduo teremos hiperfunções, que podem gerar um processo inflamatório e doença. Um tecido sobrecarregado apresenta uma perda funcional, déficit circulatório que impede que nutrientes cheguem e que toxinas sejam retiradas. Como o corpo é uma unidade integrada, se uma parte não funciona bem isso comprometerá o todo. Esse comprometimento pode ser físico mas é inegável que um mal funcionamento acarretará também mudanças do que pensamos, sentimos e do nosso comportamento.

As posições viciosas estáticas ocorrem quando há manutenção de uma postura inadequada em decorrência de desequilíbrios nas entradas sensoriais e/ou presença de obstáculos. Isso gera um sistema instável com maior custo energético e cria forças anormais contrárias que resultam em sobrecargas indevidas em ossos, articulações, músculos, tendões, ligamentos, entre outras (Bricot, 2001). Portanto, identificar alterações no três planos do espaço (plano sagital, frontal e horizontal) é um elemento de atuação do osteopata, uma vez que ele deve buscar o equilíbrio das forças corporais.

As alterações de densidade são formas que o tecido encontra de reagir frente a um desequilíbrio. Um tecido em sofrimento pode se densificar. Essa condição expõe os tecidos dos sistemas corporais à estados patológicos de qualquer natureza, pois sua capacidade adaptativa necessária para a absorção e dissipação de fluxos energéticos será reduzida. Assim, haverá uma perda da mobilidade tridimensional das estruturas avaliadas e chamaremos esse estado de vulnerabilidade do sistema (Souza, 2013).

Seguindo a visão osteopática, o profissional que atuará nesses moldes se preocupará em buscar no corpo regiões que estão com perda de mobilidade tridimensional. Se ocupará de buscar áreas do corpo que não possuem funcionamento pleno, pois acredita que o não funcionamento denigre estruturas corporais. Ele busca perda de deslizamentos, rolamentos, alterações de capacidades contráteis e elástica de um músculo, tensões e encurtamentos de ligamentos. Procura bloqueios que impedem a fluidez corporal. Busca assimetrias do plano postural para equilibrar forças e após agir nesses elementos espera, dá espaço para o corpo buscar sua autorregulação.

A mudança de um modelo biomédico de Medicina para um modelo biopsicossocial, com ênfase na saúde e prevenção, tratamentos individualizados, respeito pela capacidade de autocura do corpo, em parceria com o prestador de saúde (Millenson, 1995), nos faz recordar a sabedoria de Andrew Taylor Still:

Primeiro o corpo material, segundo o ser espiritual, terceiro um ser de mente que é muito superior a todos os movimentos vitais e formas materiais, cujo dever é o de gerir sabiamente este grande motor da vida. (Still, 1902).

A Nova Medicina Germânica

No fim dos anos 70 surge um novo método de compreensão da doença chamado de Nova Medicina Germânica, criado pelo Médico alemão Ryke Geerd Hamer após estudos de embriologia, filogênese, fisiologia ele estabeleceu cinco leis biológicas que são a base de seus pensamentos.

Esses pensamentos possibilitam a quebra do paradigma da Medicina atual e se encaixam perfeitamente com os princípios da Osteopatia. São uma extensão da compreensão dos aspectos da mente humana. Estabelece a relação entre a psique, cérebro e órgão e descreve de forma precisa o decurso do que a Medicina tradicional chama de doença.

Assim como os pensamentos de Still, as Leis da Nova Medicina Germânica não foram formuladas pela mente humana. São apenas observações e descrições de acontecimentos da natureza. Hamer vê a doença como um programa biológico especial com um propósito biológico de existência, necessário para a evolução e sobrevivência dos seres vivos. Modifica portanto a relação entre terapeuta e paciente, retirando o caráter maligno que a doença tem nos moldes da Medicina atual.

As cinco leis biológicas

Primeira Lei Biológica – A lei férrea do câncer.

Segunda Lei Biológica – A lei bifásica das enfermidades.

Terceira Lei Biológica – O sistema ontogenético das enfermidades.

Quarta Lei Biológica – O sistema ontogenético dos micróbios.

Quinta Lei Biológica – A quintaessência.

De acordo com Hamer, toda doença é formada a partir de um DHS (Dirk Hamer Syndrome) que é um trauma, um choque agudo, traumático, inesperado e vivido em isolamento. A partir do DHS o indivíduo tem uma resposta sincrônica na psique, em um área cerebral (relê) e em uma área orgânica. Imediatamente ao choque do conflito há uma interrupção das funções biológicas normais do organismo e o cérebro ativa um SBS (Sinovelle Biologische Sonderprogramme), criado para lidar exatamente com essa situação em particular.

A partir daí o SBS se desenrola de acordo com a segunda lei biológica. Todo programa biológico especial quando completo apresenta uma fase ativa e uma fase de cura (PCL-A, crise epileptóide e PCL-B ou fase cicatricial).

Cada programa biológico ocorre em uma capa germinativa específica (endoderma e mesoderma antigo – cérebro antigo; mesoderma novo ou ectoderma – cérebro novo). Cada tecido embriológico tem uma função biológica específica e também possui um comportamento particular.

Por exemplo, os tecidos do cérebro antigo, durante a fase ativa de um conflito fazem proliferação celular e na fase PCL realizam debridamento dessa massa que foi criada para aumentar a função daquele órgão. Os tecidos do cérebro novo respondem com diminuição tecidual ou interrupção funcional durante a fase ativa de um conflito e na fase PCL apresentam crescimento tecidual ou retomada funcional.

Para ajudar no aumento ou redução tecidual, o organismo dispõe de microorganismos especializados que vão agir em momentos específicos para executar uma função biológica. Fungos, microbactérias, bactérias e os vírus agem nas capas embriológicas gerando alteração tecidual que são conhecidas pela Medicina como inflamação, infecção, tumor, câncer.

Todo esse funcionamento tem sempre o propósito biológico de garantir a sobrevivência do indivíduo e da espécie. Cada programa biológico especial tem um sentido de existência que ocorre em todas as espécies animais há milhões de anos. São acontecimentos que buscam dar um suporte para que possamos sobreviver a situações especiais.

A integração dos conceitos de Osteopatia com a Nova Medicina Germânica: casos clínicos

Caso clínico 1

Paciente A. C.

Idade: 50 anos.

Lateralidade: destro.

Profissão: azulejista.

QP: dor no joelho direito.

Paciente relata que com 14 anos de idade lesionou o menisco. Foi orientado a repousar por dois meses e após esse período foi realizada uma punção. Após esse procedimento não houve melhora e ele foi operado. Relatou que após a cirurgia ele ficou um mês no hospital. Seu joelho “inchou muito” e segundo relato, ganhou 10 quilos em dois meses. Recebeu a notícia de que podia perder a perna, e seu joelho latejava. Após a alta, durante cerca de 6 meses tinha inchaço constante do joelho e andava de muletas. Após esse período relatou que o joelho foi incomodando menos mas que ele sempre mancou desde então.

Há 20 anos atrás relatou que começou a ter dores fortes novamente. Procurou cerca de 20 médicos (ortopedistas, clínicos gerais e reumatologistas). A medicina “condenou” seu joelho. Grande parte dos médicos queria realizar uma cirurgia de prótese. No final do ano de 2012, o paciente pagou 800 reais por uma consulta de cinco minutos com um Médico de renome no Brasil. Nessa consulta foi sugerido que ele realizasse uma cirurgia de prótese total de joelho direito (figura 1).

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Figura 1. Orçamento de cirurgia de prótese total de joelho.
Fonte: Arquivo pessoal.

 

Chegou no consultório com dor constante, dificuldade de agachar e muita dor para levantar.

As imagens abaixo ilustram respectivamente o paciente na primeira consulta, realizada dia 20/02/2014 (figura 2), na segunda consulta, realizada dia 25/02/14 (figura 3), quarta consulta, dia 25/03/14 (figura 4) e na quinta consulta, dia 26/03/14 (figura 5). Vale ressaltar que não houve imagem na terceira consulta, dia 27/02/14.

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Figura 2. Análise do paciente na primeira consulta.
Fonte: Arquivo pessoal.

 

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Figura 3. Análise do paciente na segunda consulta.
Fonte: Arquivo pessoal.

 

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Figura 4. Análise do paciente na quarta consulta.
Fonte: Arquivo pessoal.

 

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Figura 5. Análise do paciente na quinta consulta.
Fonte: Arquivo pessoal.

 

Visão da Medicina: paciente com diagnóstico de artrose. Orientado por vários médicos a realizar cirurgia de prótese total de joelho direito. Fez uso de medicação oral de antiinflamatório não hormonal, condroitina e analgésicos. Realizou cinco punções. Foi orientado a não realizar exercícios para não piorar seu quadro.

Visão da Osteopatia: paciente com calcâneo direito (D) póstero-externo, tálus D ântero-interno, joelho D em lateralidade externa, rotação externa de tíbia D, superioridade de patela D, coxofemoral D em rotação externa, espasmo dos músculos rotadores externos de quadril D, espasmo de bíceps femoral e semimembranoso a D, hipotonia de quadríceps D. Apresentava semi-flexão de joelho D, edema e dificuldade de realizar os últimos 30o de extensão e flexão acima de 90o.

Visão da Nova Medicina Germânica: De acordo com Hamer, o conflito biológico do joelho tem a seguinte temática: Conflito de autodesvalorização da performance física (“se tivesse sido mais rápido, teria ganhado a corrida”). Para o lado D de uma pessoa destra o conflito de autodesvalorização está relacionado com a relação pai/parceiro/parceira.

O paciente viveu um conflito biológico e um conflito local em joelho D.

O conflito biológico de autodesvalorização da performance física provavelmente foi vivido em relação ao pai. Durante conversas informais o paciente relatou que o pai sempre o incentivou a jogar futebol e durante um jogo houve a primeira lesão no joelho. Durante o tratamento não foi abordado em nenhum momento a relação com o pai ou eventos de infância que pudessem ter relação com esse primeiro DHS.

A atenção foi voltada para o tratamento do chamado conflito local que acontece a partir do momento em que o paciente passa pela cirurgia. A partir desse momento o paciente inicia uma série de recidivas do conflito de autodesvalorização em seu joelho D. O sentimento de não se sentir apto para realizar os gestos do joelho o acompanha durante anos e cada situação de dor, incapacidade, impotência fez com que o paciente se mantivesse em inaptidão. Esse conflito só é possível de ocorrer pelo cérebro humano, que gera a percepção citada. Os diagnósticos dos médicos, os medos, a falta de esperança contribuíram para que o paciente se mantivesse com restrição de mobilidade e dor.

Conduta terapêutica

20/02/2014 – 1ª sessão: mobilização da patela, stretching dos rotadores externos de quadril, explicação sobre a importância do paciente não realizar recidivas – evitar situações de dor e manter atividades dentro do limite da dor. Escala visual analógica de dor (EVA) inicial: 8; EVA final: 3.

25/02/2014 – 2ª sessão: paciente retornou muito melhor. Apresentou melhora na marcha, na flexão e extensão do joelho. Foram repetidas as técnicas da primeira sessão e realizada técnica de músculo-energia para disfunção de rotação externa da tíbia, stretching dos isquiotibiais e prescrição de dois exercícios: extensão de joelho com peso de 1kg e mini agachamento. Foi ressaltado novamente a importância de buscar cada vez mais colocar o joelho em movimento dentro do limite de dor. Essa conduta visou ajudar o paciente a se sentir mais apto. EVA inicial: 5; EVA final: 2.

27/02/2014 – 3ª sessão: relatou grande melhora. Estava com pequena dor. Relatou que já conseguia esquecer das limitações em muitos momentos. A conduta foi mantida com aumento das cargas nos exercícios. EVA inicial: 3; EVA final: 0.

25/03/2014 – 4ª sessão: paciente estava muito bem. Apresentava pequena limitação em flexão e em extensão. A claudicação era quase imperceptível. O paciente já não se queixava de dor. O paciente recebeu novamente tratamento estrutural e teve alta. EVA inicial: 0; EVA final: 0.

26/03/2014 – 5ª sessão: paciente retornou para agradecer e realizar as fotos que foram solicitadas.

Considerações finais

O profissional que integra os conhecimentos da Osteopatia com a Nova Medicina Germânica deve ter em mente que essa abordagem difere da conduta médica clássica existente nos dias atuais.

O paciente passa a se visto como o ator principal do processo de cura, procurando dar a ele consciência e poder de decisão frente a sua doença. Não considera o paciente doente mas sim dentro de um programa biológico especial que o ajuda, dá suporte e garante a sua sobrevivência.

Dentro desse contexto a estratégia utilizada desde o primeiro momento foi de tornar o joelho desse paciente apto. O foco era retomar gradativamente a mobilidade de flexão/extensão e de rotação interna/rotação externa. Para retomar essa mobilidade foi necessário retirar todos os medos que foram colocados ao longo dos tratamentos que ele recebeu. Além disso, era necessário quebrar a crença de que sua doença era degenerativa, progressiva e que não tinha cura. Cabe lembrar que o paciente relatava que só não havia feito a cirurgia porque não tinha dinheiro.

As técnicas osteopáticas serviam como ferramentas que eliminaram bloqueios e aumentaram a aptidão do paciente. Toda condução do tratamento foi acompanhada de informações verbais e mecânicas, que tiveram o propósito biológico de atenuar e eliminar o “sentir” biológico que a estrutura do joelho carrega.

Cabe lembrar que técnicas viscerais e cranianas não foram utilizadas por opção terapêutica mas merecem a devida importância durante os tratamentos osteopáticos.

 

Referências

Still AT. The Philosophy and mechanical principles of osteopathy. Kansas City, 1902.

CHAITOW, Leon. Osteopatia Manipulação e Estrutura do Corpo. 2ª edição. São Paulo: Summus Editorial, 2004.

Bricot B. Posturologia. 2 ed. São Paulo: Ícone, 2001.

Souza MZ. Componente mecânico da doença e da cura. (Internet) Disponível em: http://pt.slideshare.net/ClariceTelles/componentes-mecnicos-da-doena-e-da-cura.

Millenson, J.R. (1995). Mind Matters, Psychological Medicine in Holistic Practice. Seattle, WA: Eastland Press.

Hamer RG. El testamento de una Nueva Medicina. Parte I e parte II.

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